La Juventude Papa

Voltei da JMJ inspirada para contar tudo que passei mas acabei escrevendo só do 1° dia e esquecendo os outros HEHE!

Então posto aqui meu depoimento que saiu no jubo:)

Bote Fé. Bote esperança. Bote amor.
Eu imaginei a Jornada Mundial da Juventude repetidas vezes dentro da minha cabeça,
desde o começo do ano. Eu sabia que algo de extraordinário ia acontecer nesse evento mas
nunca sabia o que era. Quando o dia finalmente chegou, todos reunidos na capela, o Pedro
Shimbunim contou uma história: “Quando eu era jovem ia para passeios escolares com meus
amigos. Todas as vezes brincávamos de esconder tesouros para que, nas próximas vezes, eu
e meus amigos fôssemos procurá­los. Algumas vezes eu encontrava o tesouro, outras não.” e
continuou, falando que não apenas nós, jovens do sondan, mas todos os jovens do mundo
inteiro tinham um tesouro para encontrar na JMJ. E foi depois dessa pequena mas valiosa
mensagem que partimos para a viagem mais transformadora da minha vida.
Não importa o número de vezes que imaginei e sonhei com esse grande evento, minha
imaginação nunca poderia se igualar à experiência que realmente vivenciei no Rio. Tanto para
contar, tantos momentos na minha cabeça. Muito difícil descrever em palavras o que passei e
senti durante aqueles 6 dias. Eu diria que a Jornada me transformou em 3 aspectos: na minha
relação com Deus e toda a Religião Católica, na minha relação com a nossa comunidade e na
minha relação comigo mesma.
Durante o caminho para o Rio, dormi muito pouco. Não sei porque mas acho que estava
ansiosa. Ansiosa de ver todos os jovens, de ver o Papa, de conhecer a Jornada Mundial da
Juventude. E naquela madrugada, eu sonhei com o Papa Francisco. Pensando agora dou
risada mas lembro que meu grande desejo era tirar uma foto com o Papa, abraçá­lo e beijar
suas mãos.
No início, a chuva foi o maior obstáculo. Mas logo percebi que a chave para aproveitar
tudo que a Jornada tinha a me oferecer era não dando importância a pequenos problemas
como esse. Então simplesmente deixei de dar importância à chuva, ao frio, ao trânsito, às ruas
excessivamente cheias de gente. E passei a olhar tudo a minha volta com outros olhos. Com
olhos mais simples. Olhos de Deus, talvez.
Apesar de quase sempre estar molhada, cansada e andar por muito tempo sem saber
direito para quê ou para onde, ver aqueles milhares de jovens pelas ruas, ônibus, metrôs,
carregando bandeiras e cantando em nome do Senhor me deram mais força. Força de seguir
em frente, de fazer discípulos. E por mais que todos os jovens eram de diferentes países,
culturas e línguas, todos nós juntos, sem excessão, tínhamos um mesmo Deus em comum,
uma mesma religião, uma mesma crença. E tudo isso me trouxe conforto. Saber que eu faço
parte de algo tão grandioso e bom, dava­me ainda mais vontade de caminhar o máximo
possível para mostrar ao mundo a prova de uma fé viva dentro dos jovens de todos os quatro
cantos do mundo. Dentro de mim!
Na Jornada eu acabei me tornando um pessoa um pouco diferente do que sou
normalmente. Eu era uma Veronica mais forte, mais paciente, mais otimista. Eu tinha uma
força de vontade quase que inexplicável para caminhar, louvar, dançar, gritar e berrar pelas ruas
em nome de Deus. E é essa Veronica que eu não quero e nem me atrevo a esquecer. Quem
eu fui naqueles dias é quem eu quero ser, sempre.
Infelizmente eu não consegui tirar uma foto com o Papa. Nem uma foto só dele. Era sóum pontinho branco naquele palco enorme. Mas pude ouvi­lo. O Santo Padre falava um
português meio espanhol, não entendia 100% mas mesmo assim, ouvir sua voz fazia muito
bem à alma e ao coração. Ele trazia bondade, apenas. “Bote fé. Bote esperança. Bote amor”
foram suas palavras que vou sempre guardar comigo. Hoje sei que a fé, a esperança e o amor
bastam para viver no caminho de Deus e para continuar sempre ajudando nossa comunidade,
apesar das dificuldades. E esse foi um dos muitos tesouros que encontrei.
A Jornada trouxe paz e esperança a todos os 3,5 milhões de jovens presentes. Não
havia espaço para tristeza, violência, maldade. Espero que a JMJ como um todo tenha
despertado o que cada um tem de melhor em si mesmo. Não só aos que estavam presentes
no Rio, mas a todos que de um jeito ou de outro foram afetados por ela, leram nos jornais ou
viram nos noticiários a bondade que o Papa trouxe ao nosso país.
Recomendo a todos os jovens, não só aqueles de pouca idade, mas também aqueles
que tem idade mas são jovens de alma, cabeça, que vão a uma Jornada pelo menos uma vez
na vida. Tenho certeza que um tesouro será encontrado. Mal posso esperar para a próxima.

Até 2016, em Cracóvia!

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